100 anos de Paulo Freire: ler o mundo antes das palavras


Foto do educador, filósofo e patrono da educação brasileira, Paulo Freire.

“Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. – Paulo Freire. 

Por Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia de Taboão da Serra

Em uma sociedade historicamente enraizada pela opressão, as contribuições do grandioso educador brasileiro, referência em pedagogia crítica, continuam vivas e cada vez mais necessárias.

Valorizando a grandiosidade de seu pensamento, em 2021, no ano de seu centenário, sobra admiração com tanta inspiração proporcionada pelo educador que está presente no legado de suas obras, tão necessárias à atualidade.

Considerado o patrono da educação brasileira por meio da Lei nº 12.612/12, Paulo Freire é também uma referência internacional no campo das humanidades, com pelo menos 41 títulos de Doutor Honoris Causa concedidos por universidades.

“Ensinar o aluno a ler o mundo para poder transformá-lo”. Esta era a constante busca de Paulo Freire. Educadores e educandos aprendendo mutuamente em um processo com diálogo e trocas. Objetivando o desenvolvimento da consciência crítica.

Paulo Freire (1921-1997), nascido em Recife, capital de Pernambuco, é o intelectual brasileiro mais citado no mundo. Sua extensa obra é marcada pelo compromisso com uma filosofia da emancipação das camadas populares por meio da Educação. 

O educador ganhou visibilidade nacional em janeiro de 1963, quando ele e sua equipe do serviço de extensão cultural da então chamada Universidade de Recife desenvolveram um programa de alfabetização com 300 adultos na cidade de Angicos, Rio Grande do Norte, a convite do governador do estado, Aloisio Maranhão. A experiência foi propagandeada nacionalmente por interesses políticos, e ganhou reconhecimento porque jovens e adultos se alfabetizavam rapidamente, em 40 horas, e saíam dos seus estudos com maior consciência dos seus problemas.

O trabalho de alfabetização começava por um levantamento dos principais temas/problemas do cotidiano enfrentado pela população que iria se alfabetizar, por exemplo: temas relativos à cultura local, problemas vinculados à saúde do povo, questões relativas ao futuro do trabalho dos alfabetizandos, etc. Este é o sentido primeiro da pedagogia proposta por Freire: fazer a leitura do mundo preceder a leitura da palavra. É a partir da leitura crítica do cotidiano das pessoas de uma determinada comunidade que tem início o processo de aprendizagem.

A Prefeitura de Taboão da Serra, através da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, homenageia o educador como o patrono de uma de suas Escolas de Ensino Fundamental, por meio do decreto nº 56 de 31/07/1988.

 

 

“Paulo Freire identifica o alfabetizando como sujeito da aprendizagem, portador de um conhecimento, de uma aprendizagem que ocorre a partir das experiências, do diálogo, da leitura do mundo, da concepção de alfabetização como construção de significados, que sem dúvida são essências para sua formação”. Lembra-nos Dirce Takano, Secretária de Educação.